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terça-feira, 3 de abril de 2012

A diferença crucial entre escrever livros e ser escritor.

Esta entrevista com o escritor português José Jorge Letria me fez pensar sobre uma pergunta crucial que todos que escrevem histórias de ficção devem se fazer:

Você quer escrever livros ou você quer ser escritor?

Sim, existe uma diferença muito grande entre um desejo e outro.



Se você quer escrever livros, você deseja ser um autor.
Você acredita que tem ideias interessantes, que podem resultar em boas histórias. Você acredita que algumas dessas histórias tem o potencial de despertar o interesse de um público grande o suficiente para atrair o interesse de uma editora. Sua maior meta é desenvolver a habilidade de manter o leitor interessado na sua história, da primeira linha até o último ponto final. Palavras são ferramentas para transmitir suas ideias e pensamentos.

Se você quer ser escritor, você deseja ser um pensador.
Você acredita que tem uma visão única sobre o mundo, que podem resultar em histórias que vão tocar a vida de outras pessoas. Você acredita que algumas dessas histórias têm o potencial de despertar mudanças reais na sociedade. Sua maior meta é desenvolver a habilidade de fazer o leitor sentir de verdade o drama dos seus personagens, da primeira linha até o último ponto final. Palavras são suas aliadas nos seus incansáveis esforços de dar sentido ao mundo.

Ainda está na dúvida se você quer escrever livros ou ser escritor? Então responda a essa pergunta: se você soubesse que nunca seria publicado, que ninguém além de algumas poucas pessoas leriam suas histórias, você as escreveria mesmo assim?

Se sua resposta é afirmativa, provavelmente você quer ser um escritor. Se sua resposta é negativa, grandes chances de que você está mais interessado em fama, reconhecimento ou dinheiro.

Se você decidir que quer ser escritor, abaixo estão 4 das dicas mais importantes que o José Jorge Letria dá nesse vídeo:

1. “Ser escritor é [...] um trabalho rigoroso e exigente. E que ninguém se convença que só por ter jeito ou habilidade consegue tornar-se escritor.”

2. “Raro é o dia em que eu não escreva. Com disciplina, com dedicação e com exigência. Só assim um autor pode conquistar o seu lugar e assumir-se também como um profissional daquilo que faz.”

3. “Escritor, como um músico, um pintor, como um coreógrafo [...] precisa de ter uma enorme dedicação, uma grande capacidade de entrega àquilo que escolheu para ser o seu trabalho.”

4. “Se quiserem ser escritores, escolham esse caminho sem hesitação, mas sempre com a convicção de que é preciso trabalhar muito para se merecer esse título.”

Assista a entrevista no vídeo abaixo.

E você, quer escrever livros ou ser escritor?

Postado originalmente no blog ficcao.emtopico.com

sábado, 11 de junho de 2011

O que você tem a dizer?

Tudo tem um começo. Quando deixamos de somente admirar o talento de outros para emocionar e fazer refletir e temos a vontade de realizar maravilhas iguais, é aí que descobrimos a nossa vocação de escritor.
No começo basicamente copiamos aquilo que achamos melhor nos outros. É como a criança que aprende a falar e a caminhar. Raramente ultrapassamos aquela velha lista de clichês.

Mas aí, com a prática vem a perfeição e a criança quer dizer suas próprias palavras e dar seus próprios passos. Temos nossas próprias ideias. Vivemos nossas próprias vidas e aprendemos nossas proprias lições.
Há catorze anos atrás um gênio inglês começou a contar uma história que no fim das contas era para relembrar-nos de algo que nunca devemos esquecer: só o amor vence. Se ainda não descobriu o nome desse gênio, é Joanne Rowling e a obra é Harry Potter.

E você,  que tem a dizer?

A verdadeira magia da literatura não está nos fatos sobre-humanos que atribuimos a nossos personagens e que tanto excitam a nossa mente em estado criativo. Está em provocar uma mudança verdadeira no espírito de uma pessoa, em inspirá-la a fazer o que antes acharia impossível ou muito difícil, a seguir em frente.
Como você pode ajudar a construir um mundo melhor? Para isso não precisa impedir sozinho grandes catástrofes ou pegar em armas contra tiranos.

Faça um verso sereno/E que ele me leve/Não somente até o céu, mas perto das estrelas’
Somos o que fazemos para mudar o que fomos.